"Escrever, para a minha alma, é uma necessidade. É uma forma de colocar na matéria, de dar contorno e ordem àquilo que por tanto tempo jazeu, em caos, no coração."
Este livro não foi planejado. Ele precisou existir.
Escrito por Felipe Sá Ferreira sob o pseudônimo literário Aulus Araújo Neto — em homenagem ao avô, que assinava seus textos como Aulus Araújo —, "A Máquina e o Fantasma" é o primeiro volume de uma trilogia que atravessa décadas, consultórios, auditórios e tempestades. Uma jornada que começa nos corredores da faculdade de medicina e segue por caminhos que nenhum mapa poderia prever.
Em 448 páginas e 14 capítulos, o leitor é conduzido pela formação de um jovem que entrou na medicina à procura de uma ciência e se descobriu em busca de si mesmo. Um médico que se recusou a escolher entre o bisturi e a alma. Entre a razão e a fé. Entre a técnica e o abraço.
"O bom coração, desarmado da ciência, não passa de um espectador bem-intencionado da tragédia alheia. Mas a excelência, desprovida de acolhimento, é uma virtude incompleta. É tratar a carcaça e esquecer-se do homem."
Este não é um livro de autoajuda. Não é um manual de espiritualidade. Não é uma defesa nem uma acusação. É um mergulho em águas profundas — onde a pressão das convenções é imensa, onde a escuridão do dogma é quase absoluta, e onde o gelo da solidão intelectual pode congelar os mais calorosos ideais.
"A mente não é um fantasma na máquina. A mente é o escultor, e o cérebro, a sua argila."
Das aulas de semiologia às cenas dilacerantes nos corredores do SUS, este primeiro volume convida o leitor a vestir não a toga do promotor nem a batina do pastor, mas a atitude do cientista: aquele que não teme estar errado, pois vê na descoberta de um erro a mais bela oportunidade de se aproximar da verdade.
"Não espere que eu lhe forneça a luz. A única lanterna que lhe será útil nesta jornada é a de sua própria consciência. O meu papel não é o de um guia que já conhece o mapa do tesouro, mas o de um companheiro de mergulho."
É para quem tem coragem de questionar. De sentir. De se transformar.
"O fim de um começo é, por natureza, o prelúdio de uma outra história, de um enredo mais vasto e de consequências mais profundas." — "A Máquina e o Fantasma" é apenas o primeiro ato. A história completa ainda está sendo vivida — e escrita. Continuação em breve.
Este livro existe graças a vocês
Antes de existir nas livrarias, este livro existiu na fé de dezenas de pessoas. Uma campanha de financiamento coletivo arrecadou mais de R$ 7.000, prova de que há quem acredite em histórias que ainda não foram contadas.
A cada um desses apoiadores: este livro também é de vocês.